Tenho que escolher o que detesto– ou o sonho, que a minha inteligência odeia,
ou a acção, que a minha sensibilidade repugna;
ou a acção, para que não nasci,
ou o sonho, para que ninguém nasceu.
Resulta que, como detesto ambos,
não escolho nenhum;
mas, como hei-de,
em certa ocasião,
ou sonhar ou agir,
misturo uma coisa com outra.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
""Erótica é a alma""
Adélia Prado